Circuito Liberdade une Cine Humberto Mauro e Teatro Feluma em exibições de filmes e exposição sobre JK
A montagem “Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil” ocupa o hall do cinema do Palácio das Artes dos dias 21 a 31 de maio; a mostra cinematográfica “JK e o sonho moderno” se soma à ação, investigando o legado do político mineiro
Entre os dias 21 e 31 de maio, a exposição “Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil”, ocupa o hall do Cine Humberto Mauro, para apreciação gratuita de quem visita o Palácio das Artes. A exposição estava no Teatro Feluma e agora complementa a programação que será exibida nas telas: a mostra “JK e o sonho moderno”, que busca narrar a história da modernização brasileira e a interferência de Juscelino Kubitschek nesse processo. A programação vem na esteira do Ano JK, articulado pelo Circuito Liberdade, com ações previstas até setembro deste ano.
“Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil” reúne fotografias e documentos que destacam a formação médica de JK, sua atuação na Santa Casa de Belo Horizonte e sua especialização em urologia em Paris. Em três módulos, a exposição busca apresentar como a trajetória na medicina influenciou a perspectiva de modernidade que posteriormente JK veio a imprimir no Brasil. Sua visão para a saúde pública ganha destaque no material, que foi montado inicialmente no Teatro Feluma, em ação conjunta com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com a Casa JK de Diamantina.
Panorama da modernização — A mostra “JK e o sonho moderno” reúne três filmes que tratam das relações entre modernização, formação urbana e experiência cotidiana. “Meu Tio”, comédia dirigida pelo francês Jacques Tati, de 1958, aborda o impacto da modernização no dia-a-dia de uma família comum, tema que ecoa no Brasil que se quis moderno nos anos 50. Já “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”, de 1980, dirigido por Silvio Tendler, aborda o contexto histórico em que Kubitschek empreende seu desenvolvimentismo. Por fim, o documentário “JK, o Futuro Chamado ao Presente”, de Fábio Chateaubriand Guedes, lançado este ano, mostra os limites políticos e econômicos encontrados pelo desenvolvimento brasileiro. Os filmes serão exibidos, respectivamente, nos dias 29, às 16h, 30, às 16h e 31, às 17h de maio, em sessões gratuitas, como toda a programação do Cine Humberto Mauro.
Para Lucas Amorim, coordenador-executivo do Circuito Liberdade, a mobilização conjunta de espaços para a realização de projetos traduz o sentido atual do complexo. “Esta programação reforça a vocação do Circuito Liberdade de conectar instituições, acervos e públicos. Ao reunir exposição e cinema para refletir sobre Juscelino Kubitschek, criamos uma oportunidade de olhar para a história não como algo estático, mas como um campo vivo de interpretação do presente. JK foi uma figura profundamente associada à ideia de futuro; revisitar sua trajetória, hoje, é também pensar quais projetos de país ainda queremos construir a partir da cultura, da educação, da memória e do turismo”, destaca.
Ano JK — Com uma ampla agenda cultural, artística e educativa, o Circuito Liberdade lançou em 2026 o Ano JK, com ações previstas até setembro. O projeto ressalta a contribuição de Juscelino Kubitschek para a modernização do país, por ocasião dos 50 anos de sua morte. A iniciativa é fruto de articulação da Fundação Clóvis Salgado (FCS), gestora do Circuito, com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).